GÍRIAS
(Autor: Antonio Brás Constante)
Quem nunca disse uma gíria, que fale alguma agora ou cale-se para sempre. Calma, não estou rogando nenhuma praga, apenas querendo dizer que as gírias fazem parte de nossas vidas. Estão por toda parte, aparecendo novas expressões a todo o momento.
Tudo pode virar gíria. Elas existem assim como os apelidos para que as pessoas possam chamar de forma diferente: objetos, fatos e outras pessoas. Que apesar de possuírem seu próprio nome, por um acaso do destino, acabam ganhando este jeito “novo” de serem chamadas e reconhecidas.
Como exemplo, podemos citar a cerveja, que no passar dos anos, foi intitulada de: loira, ceva, boa, gelada entre outras.
As gírias em geral são facilmente entendidas, pois são introduzidas gradualmente em nosso meio. Mas se por acaso pegássemos uma pessoa totalmente isolada do mundo por algumas décadas e falássemos com ela utilizando gírias, poderiam ocorrer equívocos de interpretação.
Pensem nesse indivíduo escutando que um rapaz estava “azarando” a moça na escola. Provavelmente iria imaginar que o referido jovem estava torcendo para que a tal moça tropeçasse em algo ou que estourasse a caneta no meio de seu caderno, porque para ele “azarar” seria torcer contra e não “paquerar”.
Outra gíria que poderia ser mal interpretada é o tal “toque” do celular - aliás, no meu tempo dar um toque em alguém, era dar uma dica sobre algo, para o sujeito se “tocar” sobre algum fato do qual ele não estava muito por dentro –, mas voltando ao celular, a primeira coisa que se pensaria era que os jovens andavam se “cutucando” (sabe-se lá aonde) com seus aparelhos.
Pior ainda seria se escutasse que fulano iria mandar um “torpedo” para uma “mina”. Entraria em pânico, acreditando se tratar de um ataque terrorista.
Brincadeiras à parte, as gírias servem de certa forma para personalizar o jeito como chamamos algo, deixando-o na “moda”. Chega como uma novidade, se transforma em pronúncia corriqueira e por fim acaba no dicionário para não cair no total esquecimento.
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
De onde se originaram as gírias? Por que as pessoas usam gírias?
EXPRESSÕES, GÍRIAS, JARGÕES, ENFIM, O FOLCLORE BRASILEIRO!
Assista e saiba mais sobre o assunto e algumas explicações, muito engraçadas.
A gíria é um fenômeno de linguagem especial usada por certos grupos sociais pertencentes a uma classe ou a uma profissão em que se usa uma palavra não convencional para designar outras palavras formais da língua com intuito de fazer segredo, humor ou distinguir o grupo dos demais criando um jargão próprio.
Assim como uma expressão idiomática, é uma palavra que se caracteriza por não ser possível identificar seu significado através de seu sentido literal. Por causa disso, também não é possível traduzi-la para outra língua de modo literal. Essas palavras geralmente se originam da cultura e peculiaridades de cada região.
domingo, 16 de setembro de 2012
Bezerra da Silva - exemplo de gíria carioca
A Giria é a Cultura do Povo
Toda hora tem gíria no asfalto e no morro
porque ela é a cultura do povo
Pisou na bola conversa fiada malandragem
Mala sem alça é o rodo, tá de sacanagem
Tá trincado é aquilo, se toca vacilão
Tá de bom tamanho, otário fanfarrão
Tremeu na base, coisa ruim não é mole não
Tá boiando de marola, é o terror alemão
Responsa catuca é o bonde, é cerol
Tô na bola corujão vão fechar seu paletó
"Toda hora tem gíria...
Se liga no papo, maluco, é o terror
Bota fé compadre, tá limpo, demorou
Sai voado, sente firmeza, tá tranquilo
Parei contigo, contexto, baranga, é aquilo
Tá ligado na fita, tá sarado
Deu bode, deu mole qualé, vacilou
Tô na área, tá de bob, tá bolado
Babou a parada, mulher de tromba, sujou
"Toda hora tem gíria...
Sangue bom tem conceito, malandro e o cara aí
Vê me erra boiola, boca de sirí
Pagou mico, fala sério, tô te filmando
É ruim hem! O bicho tá pegando
Não tem caô, papo reto, tá pegado
Tá no rango mané, tá lombrado
Caloteiro, carne de pescoço, paga pau
Tô legal de você sete-um, gbo, cara de pau
porque ela é a cultura do povo
Pisou na bola conversa fiada malandragem
Mala sem alça é o rodo, tá de sacanagem
Tá trincado é aquilo, se toca vacilão
Tá de bom tamanho, otário fanfarrão
Tremeu na base, coisa ruim não é mole não
Tá boiando de marola, é o terror alemão
Responsa catuca é o bonde, é cerol
Tô na bola corujão vão fechar seu paletó
"Toda hora tem gíria...
Se liga no papo, maluco, é o terror
Bota fé compadre, tá limpo, demorou
Sai voado, sente firmeza, tá tranquilo
Parei contigo, contexto, baranga, é aquilo
Tá ligado na fita, tá sarado
Deu bode, deu mole qualé, vacilou
Tô na área, tá de bob, tá bolado
Babou a parada, mulher de tromba, sujou
"Toda hora tem gíria...
Sangue bom tem conceito, malandro e o cara aí
Vê me erra boiola, boca de sirí
Pagou mico, fala sério, tô te filmando
É ruim hem! O bicho tá pegando
Não tem caô, papo reto, tá pegado
Tá no rango mané, tá lombrado
Caloteiro, carne de pescoço, paga pau
Tô legal de você sete-um, gbo, cara de pau
http://www.vagalume.com.br/bezerra-da-silva/a-giria-e-a-cultura-do-povo.html#ixzz26h70Ueyk
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Tem gíria pra todo mundo!
A princípio as gírias foram criadas e usadas por grupos marginalizados que não queriam ser entendidos por quem não pertencesse ao grupo. Hoje em dia as gírias são usadas por todos, por diversas faixa etárias, grupos, etnias e o que pega pra um, pode pegar pra todo mundo, sacô?
A língua varia de acordo com o tempo, espaço e a mentalidade da geração que a carrega, há variações linguísticas de todas as formas, as pessoas adequam as palavras de acordo com a situação colocando elas em contexto ou não.Normalmente as gírias são faladas por grupos específicos sejam eles divididos por grupos sociais, profissionais ou regionais, mas as coisas se tornaram tão integradas, tão acessíveis com as mídias sociais e com o grande números de manos na net que fica de boa entender as gírias que vem de fora, ou seja, a tática dos grupos marginalizados que deram início a toda essa situação não teria fundamento, ta ligado?
As pessoas que tem a capacidade de reinventar ou adequar diferentes situações de comunicação de forma a transformar a própria língua dependendo da ocasião, podem ser chamadas poliglotas da própria língua.
sábado, 1 de setembro de 2012
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